quinta-feira, janeiro 7

Por meio desta

... eu confesso.

A loucura me dominou realmente, e o proibido me encanta.

Abri a porta e fui recebida com a mais fria recepção. Um olhar de relance que não fez nada além de me autorizar entrar e se voltar para o monitor de onde tinha saído. Eu odiava aquela indiferença. Sentei-me logo atras dele em uma das suas poltronas macias vermelhas e o ouvi.
Ele simplesmente falou. Falou e decorou cada pixel da tela a sua frente.
Eu simplesmente ouvi...
Ao final de seu lindo e entediante discurso sem fim, ele se virou e parou olhando fixamente para o meu busto, ou era meu colar ou era meu decote que atraia hipnoticamente sua atenção, se pedirem minha opinião direi que era o colar, ele não era esse tipo.
Abri com cuidado cada uma das sete fivelas do casaco preto, longo e pesado que estava sobre mim. terminado o chato ritual de me livrar da prisão que aquele casaco fazia, só me restou colocar a mão na cintura, encarando-o, e perguntar :
- Gosta do que vê ?
Ele andou seu olhar pelo meu corpo inteiro enquanto seu mordono tirava o casaco do meu ombro e o pendurava. Até o momento que ele subiu o olhar, analisou minha face por um segundo e sorriu, aquele mesmo sorriso malicioso de sempre.
Eu sabia tudo que eu tinha que fazer.

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