Era por volta da uma da manhã, não me restavam tantas horas assim de sono (se quer exatidão, se eu tivesse quatro horas estaria feliz) - esse era o tempo.
Um quarto com luzes acesas, no frio da noite, eu em cima da minha cadeira fingindo pensar - esse era o espaço.
Afastei todos os papéis da minha frente num ato de desistência que não me era comum (mesmo a desistência sendo só momentânea, e eu tendo plena consciência que estaria no mesmo estado na noite seguinte). Nada se achava, nada se encaixava, nada se compreendia. Simplesmente me jogaram para analisar uma série de idéias vazias, desconectadas, escondidas, que só sabiam me enrolar. Não me restou outra escolha se não me distrair, usando desde música a emails. Tudo aquilo me irritava, não importava quanto tempo eu gastasse, não saia do lugar.
Minha coragem já tinha congelado em algum lugar em mim, comprimindo sua organização atômica só para dar mais espaço ao sono. Sono. Ele queria me tomar, armava um perfeito golpe de Estado para isso. E ele conseguia, lentamente...
E eu tentava seguir em frente, quase dominada, já cansada da luta e sendo enrolada por idiotas que realmente acham que podem me convencer usando táticas miojo (coloca um pouquinho de fervor... e eles te enrolam, e depois de três minutos, ainda acham que você irá ingeri-los, sem protesto algum).
Eu não sei o que é felicidade, mesmo eu viver sentindo ela aqui e acolá... mas eu sei que não estou feliz. Nem feliz, nem confortável. Pelo menos por agora.
Nessa noite fria, eu só queria chocolate e companhia... mais companhia que chocolate, dizendo a verdade.
E depois de tudo isso, não chamem minha ordem de caos, ela só não necessita de uma imagem vazia para ser estabelecida.
*contexto: trabalho de filosofia e sociologia- propostas políticas partidárias*
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