sexta-feira, julho 24

Parte zero. - A rosa da morte.

Três horas, era todo o tempo que eu tinha.
Era todo o tempo que eu precisava.


Hora Zero ;

- Por favor, sabe onde posso encontrá-la ?
Foi só isso que precisou ser dito para ela ter certeza que, ele era um deles.
Respondeu simplesmente com um sorriso malicioso e sedutor, sua especialidade, e o levou até uma viela estreita, pouco movimentada e quase sem iluminação, tirou a linda jóia em formato de chave do pescoço e começou o ritual de abertura da excêntrica porta preta.
7 3 2 9 4 1, o código.
A porta soltou sons que lembravam engrenagens rangendo até que se abriu. Nove castiçais, cada um com sua vela, nove portas, cada porta uma chave.
Quinta porta aberta, quinta vela apagada. Desceu as escadas e andou por entre túneis escuros e úmidos até dar de cara com um jardim magnífico, iluminado pela mais bela noite de lua cheia dos últimos anos. Os cravos, as tulipas, as margaridas, os hibiscos, ... e a roseira, o coração de tudo aquilo, rodeando a linda estátua da bela rainha por onde estava uma fonte, o motivo pelo qual ele estava lá.
Voltou-se para o lugar te onde tinha vindo e viu-a admirando-o silenciosamente. Elizabethy nunca estivera tão linda como naquela noite.
- É a noite perfeita, não ?
Ela só fez sorrir, assentindo com um leve movimento da cabeça enquanto ele, sem deixar de vislumbrá-la com os olhos, se aproximou lentamente até envolve-la em seus braços segurando-a pelo pescoço e pela cintura.
Passaram-se 5 minutos os dois ali, parados, banhados pela lua e rodeados por aquele jardim que os presenteava com a mais incrível paisagem de toda Brianstorm City.
- Não podemos faz... – Ele a calou com o simples gesto de encostar seus dedos frios nos lábios macios e quentes da dama a sua frente antes mesmo dela pensar em como terminaria a frase.
Ele tirou a “rosa da morte” do bolso, molhou-a na fonte, vermelha, e delicadamente a colocou em seu pescoço, a jóia ficava mais linda ainda nela. Aquela podia ser a primeira vez que se viam e talvez a ultima, mas ele sabia o que estava fazendo, era com ela que deveria ficar; podia ser a primeira vez, mas eles se conheciam... Sempre se conheceram. E estava perto.
- Leonard, não percebe o que está fazendo ? Não posso aceitar isso. É... é demais para mim.
- Elizabethy, por favor, aceite. Veja como um presente, meu para ti. E além do mas a rosa de nossa bela rainha não poderia estar melhor se não com a princesa...
- Mas... – ele a calou novamente com os dedos, e disse:
- Três horas, é o que te peço. Se não voltar, a rosa estará protegida e te protegerei por meio dela. Conhece a história, melhor do que ninguém. Eu.. eu terei de ir, cuidado. Com a sombra e com a luz.
- Leonard... – sua voz sumia no ar.
11:59
Ela fechou os olhos, e ele afastou seu cabelo para trás da orelha.
12:00
A torre da igreja anuncia a noite com suas doze badaladas, ele não estava mais lá...
Ela tinha que guarda-lá.
Laranja.

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