terça-feira, agosto 4

Segunda Hora – A neblina e o sangue

“Aquilo que os outros são capazes, Aquilo que você pode fazer.
O que é preciso para proteger algo ou alguém...”



- 1º Todos pensam que você está com ela, e isso é bom;
2º Quanto mais tempo perderem com você, mais segura ela estará;
3º Em hipótese alguma você deve ir atrás dela antes das duas, ela sabe se cuidar;
4º Esse é o primeiro lugar que eles virão, então, espere-os aqui.
- Entendi.
Jeans e camiseta, nada mais básico, era o que Leonard vestia com uma elegância invejável, irresistível. Sua mente viajava em devaneios. A noite tão esperada, desde qe era pequeno ouvia de seu pai, o mais intimo guardião da rainha, como essa noite seria importante, como, não por mal, essa seria a noite que o maior segredo do mundo estaria aos olhos da lua e que era seu dever mantê-la segura. E ainda por cima, era uma noite linda...
O salão principal do dito “castelo dos guardiões” estava vazio e silencioso, mas a luz da lua que entrava pelas imensas janelas em estilo gótico inundava-o formando uma penumbra perfeita. O portão fez um barulho que ecoou por todo o lugar.
- Eles chegaram.
Dava para ouvir passos se aproximando, ele virou-se para a porta e aguardou, em poucos minutos a silhueta de James seguido de Kimberly apareceu.
- Olha, mais que ilustre prazer... A vida e a morte, não ?
- Considere nosso o prazer, belo lugar. – disse James se aproximando e analisando tudo ao seu redor até parar o olhar em Leonard, enquanto Kimberly o olhava da porta sem se mexer.
- Então, vocês a querem ?
- Não, viemos tomar um chá e te fazer companhia. – Kimberly disse com um ar de sarcasmo sem perder a doçura que impressionou até James.
- Não será tão fácil assim.. – Leonard sorria maliciosamente para eles e se aproximava lentamente de James. – Mas como não tenho pressa, e pelo visto, nem vocês... O que os fazem desejá-la tanto a ponto de entrarem aqui ?
- Exatamente o motivo pelo qual vocês a protegem, desvendar seu segredo...- James encarava Leonard.
- Agüentaria tais respostas ? Se acham dignos de obtê-la ?
- Se não fossemos, não teríamos chegado até aqui, nem você perderia tempo conosco.
- Resposta certa. Aceitam um café antes, ou já iremos começar ?
- Tempus fugit, carpe diem. (O tempo foge, aproveite o momento) – Respondeu James tirando uma espada reluzente da suntuosa parede coberta de artefatos e obras de arte.
Os dois se moveram de seus lugares, um ao encontro do outro até baterem fortemente a lâmina de suas espadas e o som de metal ecoar por todo o recinto.
Kimberly finalmente saiu da porta, se aproximou de uma confortável poltrona, abriu uma garrafa de vinho e ficou a assistir o pequeno show. Um não tinha a intenção de ferir o outro. James só queria a pedra, Leonard só queria atrasá-lo. Ficaram ne brincadeira com as espadas durante um bom tempo. Cortes superficiais, um pouco de sangue, até que Leonard vê um leve descuido de James, derruba-lhe a espada e encosta sua lãmina na garganta do adversário:
- Você é bom...

- Por favor, Cemitério da Sun Ville.
Ela entrou no táxi e se acomodou no banco de trás. Com os fones de ouvido, seu iPod tocava Dream On – Aerosmith enquanto diante do vidro a paisagem de várias ruas passava como um filme, que ela admirava, mesmo viajando em pensamentos imanentes.
O carro parou . Azul. E ela, após entregar certa quantia ao homem, parou em frente ao portão branco-enferrujado do cemitério, que conseguia manter uma neblina densa inexplicável.
- Boa Noite, princesa – disse o coveiro se dirigindo a ela. – vejo que a “noite” chegou.
- Boa noite Julian, quanto tempo, não ? Gostaria de visitar o tumulo da mamãe...
- Por aqui, senhorita.
O coveiro guiou a dama por entre os corredores de túmulos que mantinham o ar macabro e mortífero que a sufocava lentamente, até chegar num pequeno mausoléu no fim do cemitério. Com letras em estilo gótico e acabamento em prata em seu portão estava escrito “Isabel Bowes-Lyon, a rainha”. Elizabethy entrou, tirou uma rosa branca do bolso e a colocou em cima da lápide.
- Era a preferida dela... – declarou quase sem voz, deixando escorrer uma cristalina lágrima sobre seu rosto pálido.
- Princesa, isto é seu. – O coveiro a interrompeu entregando-lhe um envelope branco-amarelado com o nome dela caligrafado em vermelho-sangue, sua mãe que o tinha feito, para na hora certa ela abri-lo.
2:00 – o relógio da matriz indicava...

Um comentário:

- ! oi (:
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